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dia primeiro
Passava entre as árvores uma a uma, pensando parar sem mais nem menos e se esconder do sol. Haviam nuvens verdes, cor de folha, já que eram muitas as árvores de galhos grandes que talhavam um quadro imaginário. Seguia uma trilha inexistente e acho que se perder alí seria importante para que o dia latente ficasse em memória. Destinava-me a chegar e encontrar o vilarejo com as praças e as casas que ficavam numa área de frente para o rio. Eu era visita ali e mal havia chegado, fazia férias, estava hospedado num clube de campo que não saberia voltar. Logo que cheguei, ao ver o panfleto com o desenho destas casas de qual eu procurava, segui adiante em direção ao trajeto descritivo do anuncio. Mas logo estava perdido, acompanhado pelas árvores de sol. Eu fitava as árvores e via que elas não me observavam, muito óbvio. Mas começo a rir porque povo que entra de férias e se vê numa situação dessas tem essa pré disposição a rir de tudo. Estava mal tragado alí, não tinha me dado bem nem conta de onde estava. Começo então a andar para outro canto e ás árvores começam a mudar de aparência, assim como as pessoas, elas acordam estranhas e ao longo do dia vão se emancipando visualmente. Avistava agora a claridade mais colorida e via a cor verde das águas, via já os hóspedes com aquelas malas enormes e tento me direcionar. O guia ao me ver saindo do matagal ao estilo Dundee resolve jogar bronca, e o sermão de quem conhece os "perigos" daquela mata selvagem me deixa lisonjeado ao sair vivo. Marta era uma das que estavam com a gente, estava também de férias, era de meia idade e adorava a natureza e vestia um modelito de quem freqüentava academias. Ela me diz umas coisas de chácra e energia espiritual até eu acender o primeiro cigarro, muda o discurso para o aquecimento global e não deixando eu relutar fico mais contente com o papo. Retiro-me dali dá área do guia e vou para o centrinho do local tentar me relacionar com o povo dos bares, das praças, jogos de baralho e dominó. Não gosto de ser guiado por um guia local com turistas e nem da companhia de gente em viagem querendo se relacionar. Na praça da árvore ficavam uma árvore central, mesas e só, e um homem de chapéu gritando com idosos nas mesas, jogando cartas e dominó. Entrei num dos bares, ao balcão ficavam pessoas que já moravam ali e me distancio um pouco delas. Elas olham estranho como se eu fosse de um outro planeta, um rapaz vem se sentar e me cumprimenta chamando de senhor, eu dispenso essas formalidades. Expliquei que mal havia chegado e esperava alguma diversão além dos passeios pela mata com o guia da agência de turismos. Ele diz que só conhece diversão em cartas de baralho, mas conta da festa do vira. A bebida local é o que movimenta a área e a cidade possui inúmeras adegas. Levantei-me carreguei-me para o hotel, não era tanto quanto de luxo, mas me assentei ali e me configurei bem aos confortos, e a varanda de frente para aquelas ruas de transportes calmos. Adorava sentar ali de tarde, um cochilo, e dois e três e pronto para a me aventurar na noite interiorana! Meu destino agora era sair sem rumo, achar a festa do vira e acordar em algum lugar desconhecido. As lojas todas tinham vitrines e bem semelhante aos shopping, nunca me agradam. Muitos turistas nas ruas, gente conversando e bares com mesas lotadas. Perguntei sobre a tal festa e caminhava, caminhava até que em um dos bares me sentei com um pessoal que vinha passar as ferias e me parecia bem legal. Não acreditava ao ver os truques de baralho de um senhor da região, fazia as cartas desaparecerem e as vezes desapareciam até para sempre.
Escrito por Raul de Paula Barboza às 23h56
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Qeum qeur saebr ?
A arte ed scerveer pra sí memso baetu em imm. Nós não lemos nada por inteiro.
Escrito por r u l às 21h55
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To escrevendo,
É, as pessoas são cegas e estão sendo controladas. Quem falou que o que é caro é bom? A tv ou quem quer vender coisas caras. Quem falou que quem é bonito usa roupa bonita? Quem é feio e usa roupa bonita pra desfarçar. Tudo está evidente, mas quem é controlado, as topêras, nunca vão entender que são umas topêras. Tem gente namorando ladrão sem dente, motoqueiro barrigudo, porque? Alguém desse naipe é realmente legal? Esse pessoal que faz uns "corres" e é da torcida desorganizada. Estou falando de homens e mulheres, todos umas antas. "Vivo me aventurando com meu namorado Vandercleirson de 30 anos, sou um pouco mais nova que ele. Mas o que são 15 aninhos? Ele ainda não aprendeu a falar o nha nhe nhi nho nhu mas me ensinou altas gírias" É gente, eu tô falando mas ninguém quer entender. Ninguém quer escutar, isso não tem volta.
Escrito por r u l às 19h13
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Bata as suas mãos
Jovens destroçando a cultura, levando a loucura pra debaixo do sofá. Escondem-se os vinis e livros perdidos pela trigésima geração passada “batam as suas mãos” , dançam ao ritual de um ritmo frenético e despersonificado “batam suas mãos” sacodem o corpo ao suor de fingir cansaço. Aos que ficam de canto e sobram, somente a dor de contemplar a desritmia dos novos corações vai vir como personificação.
Mas que delícia que é dançar!
Escrito por r u l às 20h34
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Há o que me falta,
Não me falam as cores, não me falam as luzes, e se por algum motivo alguém vier falar vou dar de bom o meu agrado. Tenho em mãos unhas grandes para as cordas do instrumento, e em partes tenho as sensações de estar sempre sozinho. Mesmo que bem acompanhado estou sempre sozinho, acompanhando uma boa parte de melodia. Ao odor de um pós-banho sobem com o cheiro a lembrança, em esperança de relembrar. Mas pra março deixaram as chuvas em destaque do mês, mas das mais inesperadas, impiedosamente ninguém nunca vem nos avisar se a gravidade vai mesmo trazer pra baixo. Ninguém quer deixar claro o que realmente pensa, quer somente os desejos trucidando a consciência sem chances de serem barrados por um não pensado. Está no ar, não é preciso declarar a minha aflição de momento, é só ler e compreender.
Escrito por r u l às 21h09
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AS FLORES E OS FETICHES DO NOSSO MAL
(“Alegoria”)
Para as contradições cretinas da modernidade.
É uma bela mulher, de aparência altaneira,
Que deixa mergulhar no vinho a cabeleira.
As tenazes do amor, os venenos da intriga,
Nada a epiderme de granito lhe fustiga.
Da morte ela se ri e escarnece da orgia,
Espectros cuja mão, que ceifa e suplicia,
Respeitaram, contudo, em seus jogos de horror,
Neste corpo elegante e rústico esplendor.
Caminha como deusa e dorme qual sultana,
E mantém no prazer uma fé maometana.
Braços em cruz, inflando os seios soberanos,
Com seu olhar convoca a raça dos humanos.
Ela sabe, ela crê, em seu ventre infecundo,
E no entanto essencial ao avanço do mundo,
Que a beleza do corpo é sempre um dom sublime
Que perdoa a sorrir qualquer infâmia ou crime.
O Inferno desconhece e o Purgatório ignora,
E quando a negra Noite anunciar a sua hora,
Da Morte ela há de olhar o rosto apodrecido
Sem remorso ou rancor, como um recém-nascido.
(Extraído do poema “Alegoria”; As Flores do Mal, de Charles Baudelaire.)
Escrito por r u l às 10h00
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O ponto alto da realidade
Sou eu quem assume aqui. O escritor do livro foi embora e me largou com tudo isso.
Escrevo de uma esquina sem nenhuma luz e posso estar onde eu quiser. Manicômio, eu estava tentando ensinar minha irmã pequena a tocar violão mas estourei o violão na parede, por sorte não foi na janela! Eu considero desde então a vida engraçada pois não tenho vida, traço umas mentiras e junto palavras pra você ler imaginando e no final você fica sabendo que não fui baseado em personagens reais. Em 1986 eu morei e morava em uma biblioteca e era eu que me imaginava sabendo de todas as histórias escritas naqueles livros. Nunca toquei num livro sequer. Entrava e saía sem notar nenhum deles. Por isso saí de lá e fui morar num bar onde os loucos tocavam rock e jogavam cerveja na multidão. Eu ficava lá debaixo tentando entender o que diziam nas músicas e o que me fez depois de um tempo gostar de música; não da letra porque não se ouvia nada! Lá eu sempre ouvia as conversas dos músicos que depois do palco encaravam a sarjeta com sono eu ouvi muito a frase " quem me conhece que não me compre " realmente não aparentam valer algum trocado! De certo modo eu me enjoei de tudo por que não me aconteceu nada eu resolvi morar com um bando de estudantes com a esperança de aprender algo!
Dormiam tarde da noite, faziam festa de segunda a sexta e viviam drogados e nessa eu me entreguei
Escrito por r u l às 18h49
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É pra você...
E hoje aprendi a ler suas historinhas De nada me parecem mirabolantes Quantas faces não via em você Quantas noites você nem me lembrou olhar Tudo agora não me carece acreditar Pra mim, o mundo parou Tudo do que é meu não procuro mais E olhando as pessoas Vejo o amor escuro em cada pedestre Minha mão não merece batizar meu sangue Nada é puro, cada um tem a sua vez A vez de esquecer
(13/01/2005)
"...não adianta sonhar que as coisas podem ser diferentes, esqueça..."
Escrito por r u l às 22h29
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Destruicão Atroz
Acho que você vai me fazer voltar a uma vida de destruição, nada que seja tão ruim quanto antes, será uma destruição racional. Mas o que posso eu querer senão estar 24 horas ao seu lado? E esse não poder que agente enfrenta vai acabar comigo, talvez a criatividade volte a me acompanhar como algo de bom enquanto a minha auto-destruição venha fazer o papel de algo atroz, mas a auto destruição ,algo que eu considero essencial na minha vida assim como eu te considero essencial, não vai perder nunca pra você. Eu sei que não me perguntou nada quanto a nossa integração, nada foi imposto, a integração só foi aceita e não me importo. Faça as suas regras, imponha o que quiser. Podem haver momentos em que ficaremos longe muito tempo um do outro, talvez semanas, meses não que já é demais. Mas mesmo assim estarei ali, me acabando em idéias e coisas ruins mas esperando o nosso reencontro.
Escrito por r u l às 12h22
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Mudaram a fonte dessa merda! Uol, vá se #&%&....
Aos 14 anos seu maior sonho era escrever música, musicar palavras e parecer não dar sentido concreto a elas. O tempo passou e mau pôde perceber que as músicas saíram, saíram sem pedir nem se despedir. E ele deu tchau pra elas deixando-as esquecidas em papeis e fitas dentro do armário. A vida morta e de apatia eram evidentes, mas eram de grande interesse esses sabores de estado vital. Açúcar pra que? Queria mesmo é não ter preferências, e não teve...
Escrito por r u l às 17h40
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Noite feliz na TV
Nessa época do ano é comum que as TVs passem filmes sobre o nascimento de Cristo. Do ponto de vista cinematográfico não tem nenhum que se salve. O Telecine Cult resolveu ir contra a corrente, mas errou feio. Na noite de Natal exibiu “Irreversível”, de Gaspar Noé, com o casal Monica Bellucci e Vincent Cassel. Barra pesadíssima, o filme francês gira em torno de uma cena de estupro e da vingança que se segue. É de dar engulhos. O programador do canal deve realmente detestar o clima natalino.
Publicado por Luiz Antonio Ryff - 28/12/06 12:19 PM
Escrito por r u l às 15h14
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Agente tem que ter!
Quando chegar em casa e escutar aquele som que só você gosta, ficará aflito. Mas ao lembrar que alguém mais compartilha com as suas idéias... vai sorrir. Agente sempre deve ter alguém de mesmo nível de sobriedade para compartilhar o universo de emoções físicas e mentais. Agente sempre tem que ter a sua verdadeira “irmã” gêmea pra se esquivar um pouco da depressão. Agente tem que ter!
Escrito por r u l às 20h41
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E se em tudo isso o mundo não se acabar
Tenho prazer ao ficar indeciso, e eu não sei! Ontem já passou tão depressa que já não me lembro de nada, tenho aquelas dúvidas, as mesmas! Quanto tempo? Vou durar muito? Até quando? E mais perguntas e perguntas de 100 sentidos. “Só uma linda mulher tem poder pra mudar sua vida” mas seria mudar a vida em que sentido, o que ele quer dizer com essas mudanças?
Lembro-me bem quando eu entrei na indecisão, ou quando a indecisão entrou em mim com suas vontades de me derrubar. No começo agente acha que não saber não é um problema porque agente não sabe nem por onde começar a não saber. Do que não saber? Mas algumas dúvidas vão chegando e quando agente imagina o que vai ser no futuro? Volto ao mundo Junkie de ser, fiquei sabendo desse mundo hoje quando uma amiga me tornou um desses Junkies de vida torta. Se você não souber o que significa, não sou eu que vou lhe dizer, estou sem vontades, sem saúde, eu diria! “Mas há um preciosismo na minha formação, faz o papel dos Deuses, vivo em divagação” mas quero que você me salve seja salvação... e não será ironicamente perdição, disso eu sei!
Escrito por r u l às 13h27
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Alô, o alo das oposições da fala!
Alô, aqui quem fala depressivamente falando sou eu. A senhora modernidade me deixou sem me deixar lembranças, e agora que o agora não é mais o agora que eu queria, não há mais chances da chance me dar chance nem de pé me dar passos. E falando em passos, deixei-me deixado ontem num banco sem poder caminhar, há aqueles momentos em que a sobriedade está tão alta que os pensamentos vem a tona nos tomar. É certo, certeza de se afirmar três vezes, não consegui me levantar. Olhando assim olhado com os olhos que olham pouco, agente só olha de verdade quando olha com a .. mentira! Os olhos enxergam o bastante, mesmo que este bastante... Basta!
Escrito por r u l às 21h54
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Meu poema tem imagem, a tua rima está por fora. A minha música quer desanimar a força de vontade e fazer brotar de dentro, do lado adverso, as palavras. Mas se eles querem acelerar o meu sangue, sangue dançante das meras vontades, acelerar e botar alegria onde não tem. Que façam eles a músicas do modo que querem.
Escrito por r u l às 20h26
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Trecho do meu Livro "remasterizado"
Sem rumo : O amor além da imagem
Só uma personagem?
"Escrevo...e num bar ou restaurante... e tchá tchá tchá... vamos lá... Ah mas para quem?... E murmúrios a porta estava aberta era tudo sem sentido"
E eu é claro, vivo aqui sentado num sofá velho de canto, frente ao espelho, estremeço. Já estou cansado do barulho que faz aqui no meu corredor. “Era pra ficar ali a TV mas num certo dia ao deixar uma estante no térreo, o lixeiro disse que não era lixo e fez questão de exclamar (mas isto não é lixo!)... fiz questão de pôr a TV ali do lado do poste, no mesmo lugar - e o lixeiro agradecia. Nunca vi alguém nesta terra agradecer outro alguém por dar trabalho: a TV pesa!”
Não vamos discutir se é ou não lixo...
Num fim de tarde eu nem bem terminara de chorar com o livro que estava em mãos e ouvi dizer - “Número doze... primeiro andar, é aqui!. (Toc...Toc...Toc)”.Sem medo eu abri a porta e sem tempo também de terminar o assunto do lixo “é para você, senhor”, eu pendendo a falar ”Senhor está no céu”, olhei, huam, “assine aqui!”, assinei. Peguei um pacote pesadinho e imagine? Esqueci até a porta aberta. Após fazer uma breve busca não pude deixar de depositar o pacote na estante e voltar a me sentar aqui no mesmo lugar. No pacote dizia que era para mim - não escrito assim, mas com o meu nome. Um nome qualquer que batia com o meu nome. Talvez fosse para outra pessoa, ora vamos... Lembro da imagem do cachorro que entrou pela porta da sala no mesmo instante e trazia a dona. Chamei de dona mesmo na hora e sem porque guardei o nome dela de Dona Feia. Ela dizia “Desculpe você”. Larguei no ar alguma piada antiga "Você quem deveria levar o cão" ou talvez "O cão não deveria levar você", mas a cara da Dona ficou feia, não que fosse ou não fosse.
O cão como entrou também saiu com a Dona e tudo, e ficou de fora com as sirenes na rua, e o som do senhor polícia gritando “parado!”.Lembro-me bem, deu pra ouvir do meu andar. Hoje o hobbie não é mais violão ou pílulas de ilusão pois o pacote cor beje é mais interessante, melhor que o cotidiano estagnado, sem maiores bagagens com idéias. Continuo, eu, aqui sentado vendo o meu vaso de flores sem flores. Contendo só uma água amarelada... e antigamente se a muito que eu fazia isso, via o pacote mais amarelo por que acho que juntava o amarelo: da luz, da água, do pacote e mais o amarelo da madeira da estante. Resulta num amarelão.
Se existir o herói eu serei o anti-herói, ou talvez o nem-aí-pro-herói e mesmo assim serei obrigado a não saber que existe o herói para não condenar as pessoas que querem ser o herói. Me veio a palavra semântica e o dicionário velho condena como... ainda no R e está difícil... sáculo... cada palavra inútil.. já vi o que procurava e não achei graça, volta-mos então novamente ao passado.
Uma figura estranha cheia de mágoas e despindo toda aquela mulecagem que fazia pirraça e gozava dos colegas eu fiz. E me lembro que ao sair de casa aos quatorze anos era evidente que a minha imaginação embora simbólica havia tomado conta dos meus atos. Como quem acredita que é algo e se faz ser até que um dia numa conversa o momênto epifânico se volta contra tudo, me fiz ser escritor dos quatorze aos vinte anos. Já não me arrependo, pois bem sei que eu não retorno a lembrar do que eu escrevia, mas as cartas que as editoras aguentavam eram feitas aos montes. Todo mês um livro novo com idéias confundidas umas nas outras estava no correio com seu destino escritora-qualquer.
Talvez tive eu cansaço de tanto imaginar ser algo que não me fazia feliz, mas que fique bem claro que a TV não me fixou vontades. Mas mesmo assim revirando o passado eu me sinto feliz ao olhar pela janela do meu apartamento e sentir toda essa solidão que pra alguns pode ser sinônimo ao que se diz ruim, mas gosto! Chega de tanto passado e vamos apagar as velhas com tesouras assim elas não se acendem novamente, tornam-se descartáveis. Retomando a historia se bem eu lembro, cansei de imaginar a Tv que ficou com o lixeiro e resolvi sair, saí sem ao menos mexer na porta que ficou aberta. Mesmo depois que a mulher feia que no momento me pareceu menos feia ao dizer algo no elevador me deu um cutucão sussurrando "você não escuta?", continuei calado. Era eu desligado frente aos números! Como ela poderia apertar comigo ali?... Ela sendo do meu andar provavelmente iria pro térreo comigo. Mas ela desce no segundo subsolo e a acompanho, fico ali no elevador observando que ela segura a porta esperando que eu saia também... lembrei de quando freqüentava o prédio da minha avó que logo era da minha avó e de meus primos, mas que depois que minha avó saiu de lá ficou só de meus primos, quero dizer primos e tia ou somente tia e tio... E ela(Dona Feia) ainda esperando, esperando eu raciocinar. Fiz um sinal com as mãos, aperto o térreo e acho que ela entende... bufa olhando para o chão e solta a porta.
Descendo do elevador ficava uma mesa de centro bem no caminho. Um enfeite tão útil quanto é útil um ferro de passar. Sendo que a secadora encolhe mas não amassa. Passava driblando o cesto de lixo que tinha a parte de cima destinada às cinzas do cigarro.
Escrito por r u l às 22h16
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Em Geral quando ela voltar vou desamassar minha cara, frequêntarei a melhor clínica de recuperação de todos os tempos e comprarei um bolo pra deixar na geladeira. Vou fingir que me virei sozinho, sem ela! Fingir que eu não sou mais emocional que o Neno Duarte, e olha que eu nem sei quem sou. Jogo fora toda bebida que indaguei nesses ultimos 14 anos, atiro pela janela todo resto de cigarro, pós da vida eterna e chás químicos providênciados com os traficantes de avenida principal. Ela nem vai perceber que algo tenha mudado de posição desde que ela saiu.. Talvez note que dei fim na sua televisão, e o microondas também se foi.. e a muito que eu tento comprar outro mas o dinheiro que eu ganho já estava destinado a outras coisas bem mais importântes.. não bem me faltavam.. o dinheiro sobrava se eu me controlasse ao meio termo da vida necessãria... mas em alguns momentos com a transação de empregos tudo foi ficando mais emocionante! E nem bem nem mal , ela chegou.. entrou pela porta e tomou um grande susto... chorou e achou que talvez eu não fosse a mesma imagem que outrora vestia calças djeans e blusa de lã... e me deu um abraço meio em demasiado desmaio! Mas que bom que ela ficou tão contente em me ver!
Escrito por r u l às 21h27
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Café : A droga da escrita
As revelações que vão correr aqui irão passar depressa, quem sabe assim ninguém vá notar. É um segredo, é certo que é um segredo que eu tento esconder na vida inteira. Um golpe de sorte assim como acontecem aqueles golpes de ar no calor, que surgem do nada, mas surgem. Pessoas mentindo, outras com a sinceridade exclamam - "Raul, escreve brilhantemente!" . Eis uma questão que eu quero lhes desvendar. Escrever não é nada mais do que colocar umas palavras junto as outras palavras e as vezes atirar letras que vão ligando tudo. É uma imbecilidade tremenda escrever. Mesmo que eu adore, é imbecil assim dizendo! As vezes umas palavras surgem do além e o som delas parecem combinar com o da palavra anterior, e na minha mente avessa a qualquer medo, a qualquer plano de desordem, atira a palavra lá mesmo sem saber do teu significado. Ao olhar no dicionário que tanto me foi inutil nesses dias de cólera, o significado milagrosamente bate!
Um beijo para os leitores invisíveis daqui eu amo a cada um de vocês mesmo que não existam!
Escrito por r u l às 14h09
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Débil Funesto
Há chuva, são águas passadas decaindo por todo lado. Em méritos que não são méritos a desgraça conseguiu piorar ainda mais adicionando o momento fúnebre na minha vida, tenho que ver o reflexo do dia cinza no gramado, e as pessoas andam de preto porque?. Faço textos, englobo palavras desiguais na conversa, tudo porque eu quero ela que tanto não me quer. A dias que se eu me entorto no telhado é pra surgir na tua janela e dar um olá sem demonstrar meu sangue estilhaçado de dores. Embora a queda não resista a me querer eu ainda posso subir mil vezes se você não se importar... Você, eu sei, nunca vai ler isto! Ah, se... Ah....Me encarrego de escrever aqui como ultimas palavras esse assunto, me encarrego a todo dia de músicas me estimulando a pensar em palavras que se encaixam estranhas umas com as outras....
Escrito por r u l às 20h38
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Quero o todo que não se pode pegar
Mesmo embebido em verdades extracensoriais ficou evidente que sua vista ainda estava tremendo, a dor de cabeça que nem mesmo os deuses podiam tratar tomava conta do canto esquerdo do seu cérebro. Para ele isso era o amor, paixão sem dor nunca existiu e este fato é indiscutível! Lembrou do seu pequeno amor, amor tímido e cheiroso, amor inconcebível, amor que podia cruzar as pernas nas minúsculas carteiras da sala. Lembrou também da dor que era vê-la e não dar um abraço imenso-infinito. "Esta vida não me quer" pensava em coisas opostas ao dizer essa frase repetitivamente, o dia todo pensando na frase tentando esquecer que viver subjetivamente pode ser trágico! Cantou e chorou, compôs cancões que ninguém ouvia e queria que queria abranger o máximo de seus extintos emocionais. Começou a não achar mais graça em coisas banais, na alegria chorava, na tristeza caia de dores e "minha nossa" era este o fim.... agora é triste a sorrir sem querer imaginar absolutamente nada!
Escrito por r u l às 21h28
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Um mar de adjetivos em extinção
Sexta transparente e o mundo de adjetivos me deu um susto ao surgir muito rápido na rua. Passam ao meu lado garotas-mulheres de corpo perfeito, homens com cara de iguais e senhoras com guarda-chuvas. Na minha frente ninguém passa. Eu tenho um par de sapatos sem o barbante num dia chato, tá frio e quem quiser água pode até esquentar num bule e fazer café. Mas quando a imagem não mais consta no cardápio é normal notar que é ou um ou outro, quem tem cabeça não vai ter imagem ou vice versa. Vocês que me observam daí de cima onde a gravidade não convêm, desliguem meu controle remoto e me pendurem com cinco pontas num alto bem escuro, vou brilhar os céus porque aqui eu não sei se vou querer brilhar.
Escrito por r u l às 09h46
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Alguém queria capítulo?
Em toda forma eu andava. E naquela tarde fria vestindo uma única blusa, a roupa fria me deixava com um ar de nobreza... Estava cheio de tudo, das caminhadas e das coisas novas que não bem aconteciam. "Estou com vontade de morrer!" palavras que era ditas do fundo da alma e que se rebatiam com a brisa e com o vento dos carros. Travando os passos as pessoas o querem tao bem, o reflexo nas vitrines já é um paradoxo que somente ele pode ver.... E novamente pensou " Estou com vontade de morrer"..
Escrito por r u l às 20h47
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Bloco do Teodoro - apresentação
Escrito por r u l às 19h27
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Pretendendo ser o filho invisível
Confesso " nunca lí este conto do Luiz Paulo, vou juntar agora o que sinto e converter o título pra qualquer coisa"
Pretendo de hoje pra depois, nos dias que me seguirem por vontade própria, não pertercer a família nenhuma. Não tenho mais afeto por estes que mal entendem sobre ser feliz, mal entendem que os tempos são outros ... A minha vida inteira eu sonhei, sonhei e sonhei e agora já não dá mais. Já não tenho um amor, não tenho um bom emprego e ninguém nota nenhuma qualidade em mim que realmente exista..... Se o futuro me reservar alguma chance quando meu pai entrar pelo apartamento com a chave de um automóvel.. direi com mero descaso.. "Ah, é chave de carro? Pendure alí junto com todas as inúmeras outras"
Escrito por r u l às 21h11
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Quero o que todo mundo quer e estou cansando de tudo isso. Devia mesmo aceitar quem me aceita e me quer bem, não mais correr atrás do inimaginável dos amores que me cansam. Devia te largar daqui de dentro e correr por entre todas as ruas de meu país... correria a procura de um outro amor que iria me tomar tempo, todo o tempo que você me tomou.... ESSE É O PIOR DE TODOS OS SENTIMENTOS QUE EU JÁ TIVE....
Quero o que todo mundo quer e estou cansando de tudo isso. Devia mesmo aceitar quem me aceita e me quer bem, não mais correr atrás do inimaginável dos amores que me cansam. Devia te largar daqui de dentro e correr por entre todas as ruas de meu país... correria a procura de um outro amor que iria me tomar tempo, todo o tempo que você me tomou.... ESSE É O PIOR DE TODOS OS SENTIMENTOS QUE EU JÁ TIVE....
Escrito por r u l às 21h30
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Tenho mais
Ontem eram três dias, três dias pra pensar e sonhar. Mas o mundo todo resolveu se reunir a minha volta e anunciar que estou morrendo. Tenho mais outras mil maneiras de encarar o que vocês andam dizendo aí. Se querem o que realmente querem terão ao menos que se esforçar. E quando o mundo novemante viu que eu já havia passado do prazo de validade eu mesmo me agitei frente ao espelho e falei. Estou doente, e agora que que o todo corre nas minhas veias não vou precisar me esconder da sujeira, já está em mim. Olhares se escorrem em minha direção quando passo, tenho mais e não tenho nada!
Escrito por r u l às 20h38
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Sonic Youth - I Love You Golden Blue
O post daqui está vindo de longe, do alto da minha imaginação caminhando pelos altos picos cardíacos em tremendas ondas de oscilação. Esqueça seu relógio, o meu pulso chega a parar em horas mais críticas do dia. UUUUUUUU AAAAAAAA, uma música só bastaria para me acalmar, nada de inúmeros remédios para diminuir o teor de depressão que corre no meu sangue... Não quero mais tomar anti-nenhum. Se eu quiser sorrir e não estiver conseguindo posso fingir, ator para todas as horas. Ontem eu tive três alucinações em determinadas horas do dia, eram imguais as três...é... pareciam durar horas e quando acabavam queria que voltassem. Talvez eu não deva parar com os remédio... mas eu quero esquecer a frase " mas o médico te disse..." eu não quero saber do médico!
Escrito por r u l às 10h07
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Portishead - Sour Times
Hoje não é sexta-feira, não é véspera de nada nem feriado de qualquer coisa. Amanheceu assim tão nublado e nenhuma núvem se quer propôs-se a se mexer. Pessoas passam de mal a pior de lá pra cá e tudo parece tão normal. Mas há de que alguém repare, o dia não se move! O sol já nasceu na posição do meio dia, estamos já nas três horas da tarde e ele ainda está lá! Será que ninguém vai ter tempo de olhar pro céu? De decretar que o mundo, sei lá, talvez o universo tenha dado pau? Ninguém da nasa, da marinha-aeronáutica e exército de sei lá que país ou qualquer ignorante vai querer tomar nenhuma providência? As sombras de inúmeros postes decretaram seu feriado após longos anos de trabálho árduo e tenso. O eclipse agora vai poder acontecer mais vezes, a cada noite a turma chora torcendo para que a lua se faça sobre o sol, isso se ela não parar também nessa noite! Tudo parado, e nós? Teremos que parar também? Podemos parar? E agora?....
Escrito por r u l às 18h21
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Norman Bates & os Corações Alados - Nau Capitânia
Jack
Creio que a muito que você aguarda esta carta, lamento tê-la demorado. Estávamos todos aguardando a chegada do navio Norte-Sul, pensavamos que havíamos perdido nossa mercadoria e de fato haíamos perdido realmente. A correria nesses últimos anos foi intensa , nem funcionários dos correios estavam podendo cumprir com as obrigações. Tudo isso devido a ordem do rei que colocou Deus e o mundo sob investigações. Visto que o navio não mais chegava ele, o Rei, desconfiou que alguém poderia ter entregado as coordenadas a um navio pirata.
Tanta coisa ocorreu durante esses tempos. Tantas aventuras me aconteceram que já nem sei qual devo contar. Conheci uma moça encantadora que me conduziu por lugares que nenhum homem jamais havia passado. E pelos caminhos mais tortos que eu pude prosseguir, acabei prosseguindo pra bordo de um navio pirata. Como capitão acabei por me tornar o pirata mais conhecido por estes mares. Juntamente com Dona Marie e uma tripulação de quatorze piratas navegamos doze semanas a bordo do Pérola Negra! Lamento não lhe escrever durante todos esses anos. Mesmo assim, se eu tivesse escrito esta carta, não adiantaria. Éramos eu, o Pérola Negra numa imensidão de águas e quatorze tripulantes imundos. Não poderia de modo algum te entregar a carta!
Você deve estar se perguntando como me tornei capitão daquele navio? Como pude eu fazer tantas coisas que mesmo pra mim pareciam terríveis antigamente? Pois então, eu simplesmente precisei rouba-lo. Sei que o que você jamais cortejou foi um pirata. Sei que se eu conseguisse me tornar algo detestável, tornar-me um pirata seria a pior das coisas! Mas eu precisava. De fato o navio Norte-Sul havia sido roubado e como o mais ciente em navegações era meu pai, cego fazia duas décadas, o segundo na lista seria eu. O rei demorou uma eternidade até me obrigar a comandar uma esquadra de navios atrás do Norte-Sul. E foi como capitão dessa esquadra que conheci e me encantei com o Pérola Negra. Já navegávamos a seis semanas, após o dia se fechar em tempestades terríveis e já acostumado com a perda de quatro dos meus "marujos", finalmente dei de cara com o mais belo e encantador navio que já vi com meus próprios olhos.Ele era imenso, envolvido com toda aquela maderia e mastros gigantescos, queria rendê-lo, segurá-lo com minhas próprias mãos. Mas nada saiu como planejado, minha ambição era imensa que eu mal podia pensar. A esquadra se auto-destruiu tentando rendê-lo e restando assim eu com minha tripulação a deriva frente ao Pérola Negra. A primeira vista foi linda, eu frente ao navio mais rápido que o mundo já pôde ter. Mas a alegria não durou muito... E em instantes as balas começaram a chover em nossa direção, tripulantes se jogaram aos baldes para a água. Eu como capitão ordenei para que ateassem fogo, atacassem até mesmo seus relógios. Mas com o Pérola, de longe o mais forte, nada pude fazer senão afundar com meu navio.
Após quase me afogar achei que o céu fosse a segunda chance. Acordei como refém amarrado no mastro do navio. Fiquei ali durante duas semanas até que o navio pudesse atracar, e graças a um antigo amigo que ali freqüentava, fui solto. Içamos as velas do próprio navio enquanto os piratas saiam em busca dos seus tesouros e deixamos todos naquela ilha deserta! O navio Norte-Sul já não me vinha à cabeça. Eu tinha agora em minhas mãos o tão sonhado Pérola Negra. Mas como pode duas pessoas conduzirem um navio tão grande quanto o Pérola Negra?.Esqueci de dizer.. Não estávamos sozinhos. Conduzimos sim o Pérola até o cais mais próximo conhecido como Refúgio dos Piratas e alí em meio a pancadarias e muito Rum formamos nossa atual tripulação!
Continua....
Escrito por r u l às 14h20
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Uma vida iluminada
“Que dia é hoje?Onde estou?”E assim, olhando as pessoas passarem muito rente a mesa Rur Sales não cogitou a se mover.O medo dominara seus impulsos e as luzes que se refletiam do palco lhe faziam mal.A sua hora já estava quase chegando.Inscritos na quinta posição, sua banda finalmente iria tocar. Queria pular do palco, arrancar os cabelos e dizer maluquices a toda aquela gente.Começava a talvez imaginar fotos e cores.As garrafas também lhe refletiam cores e que pareciam se degradar letalmente.Imaginou o mundo em câmera lenta e ao se aproximarem da mesa as pessoas queriam cumprimentá-lo, mas ele já não podia se reconhecer. Não sabia que tudo aquilo não era um sonho.Não sentia beliscões.
“A hora chegou.É a vez de vocês” Foi carregado até lá e ignorou os olhares de inúmeros conhecidos-desconhecidos que por ele, naquele momento, não se podia dizer que algum contato tenha acontecido realmente. Primeiro susto com o som das baquetas chamando a primeira música, segundo susto a sua voz soando num tom totalmente atonal.Cantou como se fosse um sóbrio tentando se embreagar sozinho.O mundo que era feito em câmera lenta sofre uma metamorfose e arrecadando flash´s pôs-se a girar, a girar com toda a força. Arrancou o pedestal do chão e agora estava elétrico, as coisas ganharam sentido.Estava numa novela totalmente em branco e preto.Colocou as mãos na cabeça e não encontrou seu chapéu.Queria o terno mas a blusa de lã lhe acomodara tanto que preferia o intenso suor daquela noite!Cantou até notar que o terceiro susto havia chegado...eram as palmas febrís do público querendo mais.
Escrito por r u l às 17h18
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